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Quando os hormônios caem, a pele sente

Os efeitos da menopausa na saúde e na estética da pela quando os hormônios caem

Dra. Samara S. O. Kouzak* Publicado em 17/03/2026, às 02h00

A queda do estrogênio muda a firmeza e textura da pele - pexels
A queda do estrogênio muda a firmeza e textura da pele - pexels

A menopausa, que ocorre entre os 45 e 55 anos, provoca mudanças significativas na pele devido à queda dos níveis de estrogênio, resultando em perda de colágeno e alterações na textura e firmeza da pele.

Nos primeiros cinco anos após o início da menopausa, a perda de colágeno pode chegar a um terço, levando a uma pele mais fina e com maior tendência a flacidez e rugas, além de ressecamento e sensibilidade.

Medidas como fotoproteção, uso de hidratantes e tratamentos estéticos com tecnologias avançadas podem ajudar a preservar a qualidade da pele, permitindo que as mulheres atravessem essa fase com saúde e autoconfiança.

Resumo gerado por IA

No consultório, muitas mulheres chegam à menopausa acreditando que as mudanças que percebem na pele são apenas consequência natural do envelhecimento. Na realidade, elas refletem transformações biológicas profundas.

A menopausa, fase natural da vida feminina que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, vai muito além da interrupção do ciclo menstrual. A queda dos níveis de estrogênio provoca impactos importantes na pele, afetando sua textura, firmeza, hidratação, luminosidade e até mesmo seu funcionamento.

Esse hormônio desempenha papel essencial na manutenção da estrutura cutânea. Com sua redução, ocorre uma perda acelerada de colágeno: cerca de um terço nos primeiros cinco anos após o início da menopausa. Nos anos seguintes, essa diminuição continua em ritmo gradual, em torno de 1% a 2% ao ano. O resultado é uma pele mais fina, menos elástica e com maior tendência à flacidez e às rugas.

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Também observo com frequência outras alterações características. A barreira cutânea torna-se mais frágil, reduzindo a capacidade de retenção de água e favorecendo o ressecamento, a sensibilidade e a perda de viço. Episódios de flushing, ondas de calor e vermelhidão no rosto e no pescoço também são comuns e refletem alterações vasculares associadas às mudanças hormonais.

Compreender esses processos permite agir de forma estratégica. A fotoproteção, o uso de hidratantes potentes, antioxidantes e ativos que estimulam a renovação celular ajudam a preservar a qualidade da pele.

Os avanços da dermatologia estética também oferecem recursos importantes para estimular a produção de colágeno e restaurar a estrutura da pele. Tecnologias como lasers, ultrassom microfocado e bioestimuladores de colágeno contribuem para melhorar não apenas a aparência, mas também a autoestima dessas mulheres.

A menopausa não precisa ser vista como o início de um declínio. Com informação, acompanhamento médico e tratamentos adequados, é possível atravessar essa fase com saúde, bem-estar e autoconfiança.

*Dra. Samara S. O. Kouzak é médica dermatologista graduada pela Universidade de Brasília, especialista em Dermatologia Clínica e Estética Avançada. Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e diretora técnica e co-fundadora da Clínica Derma Advance.

*Com edição de Marina Yazbek Dias Peres