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Homo Longevus: a revolução da longevidade

Descubra como interações entre gerações podem promover uma vida ativa e saudável

Luiz Paulo Foggetti* Publicado em 06/07/2026, às 06h00

A empresário e empreendedor, Luiz Paulo Fogetti - Foto: Divulgação
A empresário e empreendedor, Luiz Paulo Fogetti - Foto: Divulgação

O conceito de envelhecimento está passando por uma transformação significativa, onde a longevidade é vista como uma oportunidade de prolongar a vitalidade e a participação ativa na sociedade, em vez de ser apenas um período de limitações.

Avanços na biologia do envelhecimento e melhorias em saúde pública e tecnologia estão projetando uma expectativa de vida média de 95 anos até 2040, com a possibilidade de viver até 120 anos.

A nova configuração familiar, com múltiplas gerações convivendo, traz desafios e oportunidades, exigindo uma reavaliação dos papéis e responsabilidades, além de promover a conscientização sobre as necessidades da crescente população acima de 50 anos.

Resumo gerado por IA

Vivemos um momento histórico, no qual o conceito de envelhecer está sendo radicalmente transformado. Por muito tempo, a velhice foi encarada como um destino inevitável, marcado por limitações e perdas, mas, hoje, esse paradigma começa a ruir. A longevidade não significa apenas viver mais tempo sendo velho mas, sim, prolongar juventude e maturidade ampliando os anos de vitalidade e participação ativa na sociedade.

Essa mudança não é apenas cultural, mas também científica, pois os avanços na compreensão da biologia da senescência e os mecanismos que causam o envelhecimento, aliada às tecnologias médicas e às políticas públicas, tornam possível projetar uma vida de até 120 anos como algo estatisticamente plausível. O advento das canetas emagrecedoras, a ampliação das academias, a expansão do saneamento básico e a melhoria da alimentação nos levarão aos 95 anos como expectativa média de vida até 2040.

Países que já contam com populações envelhecidas oferecem aprendizados valiosos, mostrando que viver mais e melhor será a norma, não a exceção, reforçando que ler, socializar, cuidar e meditar são práticas dos vencedores que devem ser aplicadas por essa eminente longevidade.

Mas a revolução da longevidade não se limita ao indivíduo, impactando profundamente a estrutura social e familiar - a chamada “Árvore Vertical” -, onde famílias podem reunir até cinco gerações vivas, de tataravós a tataranetos, convivendo sob o mesmo teto.

Essa configuração inédita traz desafios e oportunidades, como a transferência de sabedoria em tempo real com conhecimento circulando entre diferentes gerações, novos arranjos financeiros, que incluem herança em vida e redistribuição de recursos para apoiar múltiplos ciclos geracionais, e a transformação do ambiente familiar, que passa a ser multigeracional e deve ser adaptado para acolher as diferentes fases da vida.

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Mais do que nunca se faz necessário repensar vínculos, papéis e responsabilidades dentro da família, considerando que o Homo Longevus não é apenas um ser humano que vive mais tempo, mas, alguém que vive melhor, com mais vitalidade, integração social e propósito. É urgente provocar e conscientizar sobre uma geração prateada crescente e cada vez mais longeva, com renda, posicionamento, experiência contributiva e demandante de novas necessidades.

Resumindo, é a hora e a vez de todos entenderem que ter mais de 50 anos pode ser muito cool, prazeroso e o momento ideal para uma reflexão sobre um futuro inevitável, mas que pode ser melhor e mais inclusivo e afetivo. Afinal, todos chegaremos lá.  

*Luiz Paulo Foggetti, empresário e empreendedor, é autor do livro “Homo Longevus: O guia do longo prazo para o século 22.”

*Com edição de Marina Yazbek Dias Peres.