Mariana Kotscho
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Queda de cabelo em mulheres

A queda de cabelo pode ser sinal de problemas de saúde; dermatologista esclarece quando o sinal merece atenção e quando buscar ajuda médica

Redação* Publicado em 05/10/2026, às 06h00

Aumento persistente da quantidade de fios perdidos, redução do volume, couro cabeludo mais aparente ou surgimento de falhas são sinais que merecem investigação. - Foto: Canva Pro
Aumento persistente da quantidade de fios perdidos, redução do volume, couro cabeludo mais aparente ou surgimento de falhas são sinais que merecem investigação. - Foto: Canva Pro

A queda de cabelo em mulheres pode ser causada por fatores como estresse, alterações hormonais e deficiências nutricionais, exigindo avaliação individualizada para diagnóstico e tratamento adequados.

Condições como eflúvio telógeno e alopecia androgenética feminina são comuns, com a primeira relacionada a estressores e a segunda caracterizada pela miniaturização dos fios, que pode passar despercebida até estágios avançados.

A dermatologista Dra. Dayane Casadio recomenda que qualquer alteração no cabelo seja investigada precocemente, enfatizando a importância de buscar ajuda profissional antes de iniciar qualquer tratamento ou suplementação.

Resumo gerado por IA

Encontrar fios no travesseiro, no chão ou em maior quantidade durante o banho pode despertar uma preocupação comum entre as mulheres: será que o cabelo está caindo mais do que deveria? De acordo com a médica dermatologista, Dra. Dayane Casadio, a queda e o afinamento dos fios podem ter causas diferentes e, por isso, precisam ser avaliados de forma individualizada.

A queda acentuada pode estar relacionada ao chamado eflúvio telógeno, quadro que pode surgir após períodos de estresse, alterações hormonais, infecções, pós-parto, doenças da tireoide ou deficiências nutricionais, como baixos níveis de ferro, ferritina, vitamina D, B12 e zinco. A ingestão insuficiente de proteínas e a perda rápida de peso também podem contribuir.

Já quando o principal problema é a redução progressiva do volume e o afinamento dos fios, uma das possibilidades é a alopecia androgenética feminina, conhecida popularmente como calvície feminina. Nesse caso, o cabelo passa por um processo de miniaturização: os novos fios começam a nascer cada vez mais finos. A alteração pode ser sutil e avançar lentamente, fazendo com que muitas mulheres só percebam o problema quando o couro cabeludo começa a ficar mais aparente ou o rabo de cavalo perde volume. “É importante procurar atendimento diante de qualquer percepção de afinamento, porque quanto mais cedo o diagnóstico, mais cedo podemos iniciar o tratamento”, explica a dermatologista.

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A especialista destaca ainda que fatores emocionais também podem interferir na saúde dos cabelos. Estresse e ansiedade podem participar de quadros de queda e podem estar relacionados a doenças como a alopecia areata, que provoca falhas bem delimitadas no couro cabeludo. Outro ponto de atenção é a alimentação. Nem toda queda significa falta de vitaminas e, segundo a médica, tomar multivitamínicos por conta própria não é uma solução. O excesso de determinadas substâncias também pode ser prejudicial e até contribuir para a queda. A investigação deve considerar a história de cada paciente e, quando necessário, exames como hemograma, ferro, ferritina, vitamina D, vitamina B12, zinco e avaliação da tireoide, entre outros.

Segundo a profissional também é importante diferenciar queda de quebra. Secador, chapinha e procedimentos químicos podem danificar a haste do cabelo e provocar quebra dos fios, enquanto a queda acontece na raiz. Já penteados muito apertados e extensões podem provocar alopecia de tração e, em casos mais avançados, levar a danos permanentes no couro cabeludo.

Para a Dra. Dayane, portanto, observar o próprio cabelo é o primeiro passo. Aumento persistente da quantidade de fios perdidos, redução do volume, couro cabeludo mais aparente ou surgimento de falhas são sinais que merecem investigação.

“Antes de escolher um produto ou suplemento, é preciso entender o que está causando aquela alteração e sempre buscar ajuda profissional”, orienta a médica.

*Edição por Lina Santiago

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