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O que o peso corporal tem a ver com a saúde do coração?

Descubra por que a balança pode enganar na avaliação do risco cardíaco e como a composição corporal é mais importante que o peso

Rubem Regoto* Publicado em 29/08/2026, às 06h00

A composição corporal é mais importante que o peso na avaliação de risco cardíaco. - Foto: Canva Pro
A composição corporal é mais importante que o peso na avaliação de risco cardíaco. - Foto: Canva Pro

A balança é uma ferramenta inadequada para medir o risco cardiovascular, pois o impacto do peso no coração depende da composição corporal, especialmente da quantidade de gordura visceral, que está associada a várias doenças metabólicas e cardiovasculares.

A perda de peso não garante saúde, pois a redução de massa muscular pode comprometer os benefícios, uma vez que os músculos desempenham um papel crucial no controle da glicose e na sensibilidade à insulina.

No Dia Mundial do Coração, a mensagem central é que o foco deve ser na melhoria da saúde metabólica e na qualidade de vida, em vez de simplesmente na perda de peso, promovendo corações mais saudáveis e sustentáveis.

Resumo gerado por IA

Tem algo que a maioria das pessoas não sabe sobre peso corporal e a saúde do coração: você sabia que a balança talvez seja uma das formas mais pobres de medir o risco que uma pessoa carrega para o coração?

Duas pessoas podem ter o mesmo peso e riscos cardiovasculares completamente diferentes. Porque o coração não enxerga somente quilos. Ele sofre as consequências do que esses quilos representam metabolicamente.

E, principalmente, se o “peso” é de gordura, músculo ou água, pois o impacto para o organismo é totalmente diferente entre eles. Principalmente quando falamos de gordura visceral, acumulada no abdômen. Ela é uma gordura com alto potencial pró-inflamatório e contribui diretamente para desregular o metabolismo, para a inflamação crônica, resistência à insulina, hipertensão e alterações do colesterol, um cenário que favorece aterosclerose (placas nas artérias), infarto e AVC.

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Mas existe outro ponto pouco discutido: emagrecer não significa automaticamente ficar mais saudável. Se uma pessoa perde gordura, mas também uma quantidade importante de músculo, parte do benefício pode ser comprometida. Pois ele participa do controle da glicose, da sensibilidade à insulina e da proteção metabólica.

Por isso, considero um grave erro comemorar apenas os quilos perdidos. A pergunta deveria ser: o que essa pessoa ganhou enquanto perdeu peso? Melhorou a pressão? Reduziu gordura visceral? Preservou músculos? Dorme melhor? Consegue se exercitar mais?

O verdadeiro resultado do emagrecimento não deveria ser simplesmente “perder peso”, deveria ser recuperar qualidade de vida e capacidade. Este é o conceito central do wellness atual.

No Dia Mundial do Coração, essa talvez seja a principal mensagem: não precisamos apenas de corpos mais leves. Precisamos de organismos metabolicamente mais saudáveis e corações capazes de sustentar vidas melhores.

* Rubem Regoto é nutrólogo com experiência na área de Medicina Integrativa e Ortomolecular  com foco em injetáveis e implantes hormonais e não hormonais. Tem especialização em Neurologia na Santa Casa de Misericórdia do RJ e especialização em Nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia).

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