Endócrino pediátrica alerta para o aumento de complicações metabólicas em crianças e impactos na puberdade devido à obesidade
Redação* Publicado em 13/03/2026, às 06h00

A obesidade infantil está em ascensão no Brasil e no mundo, sendo considerada um grave desafio de saúde pública que pode resultar em complicações metabólicas e emocionais desde a infância, conforme alerta a endocrinopediatra Dra. Juliana Albuquerque.
O excesso de peso pode levar a problemas como resistência à insulina e hipertensão, além de afetar o desenvolvimento hormonal, antecipando ou atrasando a puberdade, o que exige um acompanhamento clínico rigoroso.
A prevenção deve começar em casa com hábitos saudáveis e a participação ativa da família, enquanto o tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo nutrição, atividade física e apoio psicológico para garantir a saúde e autoestima das crianças.
A obesidade infantil segue em crescimento no Brasil e no mundo, tornando-se um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Muito além de uma questão estética, a condição é reconhecida como uma doença crônica que pode trazer consequências metabólicas, hormonais e emocionais ainda na infância. O alerta é da Dra. Juliana Albuquerque, Endocrinopediatra especialista em Crescimento e Puberdade.
Segundo a médica, o excesso de peso na infância pode desencadear alterações importantes, como resistência à insulina, aumento do colesterol, hipertensão e maior risco de diabetes tipo 2. “Estamos observando crianças cada vez mais jovens com complicações que antes eram mais comuns na vida adulta. A obesidade precisa ser encarada como uma condição clínica que exige acompanhamento e intervenção precoce”, afirma.
A especialista destaca ainda que o acúmulo excessivo de gordura corporal pode interferir diretamente no desenvolvimento hormonal. “A obesidade pode antecipar ou atrasar a puberdade, além de impactar o crescimento adequado da criança. Como endocrinopediatra, avaliamos não apenas o peso, mas todo o contexto do desenvolvimento físico e hormonal”, explica Dra. Juliana.
Além dos impactos físicos, o excesso de peso também pode afetar a saúde emocional. Crianças com obesidade estão mais vulneráveis a situações de bullying, baixa autoestima, ansiedade e isolamento social. “O tratamento precisa ser multidisciplinar, envolvendo orientação nutricional, incentivo à atividade física, apoio psicológico quando necessário e, principalmente, participação ativa da família”, reforça.
A prevenção começa em casa, com hábitos saudáveis e rotina equilibrada. Redução do tempo de telas, estímulo à prática esportiva e alimentação baseada em alimentos naturais são medidas essenciais. “Os pais são referência. Quando a família adota um estilo de vida saudável, a criança acompanha esse comportamento de forma natural”, destaca.
Para Dra. Juliana Albuquerque, o acompanhamento especializado é fundamental para identificar causas associadas, avaliar o estágio de crescimento e puberdade e definir um plano individualizado. “Cada criança é única. O cuidado deve respeitar sua fase de desenvolvimento e suas necessidades específicas.”
O enfrentamento da obesidade infantil passa por informação, conscientização e acompanhamento adequado. Com diagnóstico precoce e intervenção correta, é possível promover saúde, autoestima e qualidade de vida desde os primeiros anos.
* Edição por Lina Santiago
Quer incentivar este jornalismo sério e independente? Você pode patrocinar uma coluna ou o site como um todo. Entre em contato com o site clicando aqui.