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Carnaval e libido feminina: o que muda na prática após os 40?

Entenda como fatores hormonais e emocionais influenciam a libido feminina após os 40 anos e como lidar com essas mudanças.

Dra. Caroline Alonso* Publicado em 06/02/2026, às 08h00

Duas mulheres com roupas coloridas rindo
Carnaval é associado ao aumento do desejo sexual. - Foto: Canva Pro

Após os 40 anos, muitas mulheres enfrentam mudanças na libido e na resposta sexual, influenciadas por fatores hormonais, emocionais e relacionais, o que pode impactar a vivência da sexualidade de forma mais leve e saudável.

Embora exista a crença de que o desejo sexual diminui com a idade, muitas mulheres relatam uma melhora na vida sexual nessa fase, devido ao aumento do autoconhecimento e da comunicação sobre suas preferências.

Durante o Carnaval, a quebra de rotina pode afetar negativamente a excitação e a saúde sexual, especialmente em mulheres na transição menopausal, que devem considerar tratamentos como lubrificantes e terapias hormonais para melhorar seu conforto sexual.

Resumo gerado por IA

Carnaval, calor, mais exposição do corpo e interação social intensa: essa combinação costuma ser associada ao aumento do desejo sexual. Mas a libido feminina não se comporta da mesma forma em todas as fases da vida. Após os 40 anos, muitas mulheres percebem mudanças no desejo e na resposta sexual, e entender esse processo ajuda a viver a sexualidade com mais leveza, saúde e menos culpa.

A libido feminina é influenciada por fatores hormonais, emocionais, físicos e relacionais, que variam de acordo com o momento de vida. Embora exista o mito de que o desejo diminui obrigatoriamente com o passar dos anos, o que ocorre com frequência é uma mudança nos gatilhos de excitação e na forma como o corpo responde. Nessa fase, aspectos como qualidade do sono, nível de estresse, saúde mental, relacionamento e autoimagem corporal têm impacto direto.

Para muitas mulheres, inclusive, a vida sexual pode melhorar após os 40. Isso acontece porque há mais autoconhecimento, comunicação e segurança em relação ao próprio corpo e às preferências, o que favorece o prazer e reduz pressões externas.

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Durante o Carnaval, porém, o organismo pode sentir os efeitos da quebra de rotina. Menos horas de sono, maior consumo de álcool, alimentação irregular e baixa ingestão de água prejudicam o funcionamento do corpo e podem reduzir a excitação, a lubrificação e a sensibilidade. Do ponto de vista fisiológico, cansaço e desidratação costumam afetar diretamente a resposta sexual.

Em mulheres que estão na transição menopausal, esse cenário pode intensificar sintomas como ressecamento vaginal, ardor e desconforto durante a relação. Esses sinais não devem ser encarados como algo “normal da idade” sem avaliação: há opções de cuidado e tratamento que melhoram o conforto e a qualidade da vida sexual, como hidratantes e lubrificantes vaginais e, quando indicado, terapias hormonais.

A sexualidade saudável faz parte da qualidade de vida em qualquer idade, e desejo não tem prazo de validade. Quando há incômodo com queda de libido, dor ou dificuldade de excitação, buscar acompanhamento especializado pode fazer toda a diferença.

* Dra. Caroline Alonso é médica ginecologista dedicada ao cuidado integral da saúde da mulher no climatério e na menopausa. Atua no Rio de Janeiro, oferecendo acompanhamento especializado para mulheres a partir dos 40 anos. Especialista em terapia de reposição hormonal e em terapias íntimas femininas.

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