Mariana Kotscho
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85,17% das crianças precisam de algum tipo de tratamento ortodôntico

Falta de espaço nas arcadas dentárias, respiração bucal e maus hábitos contribuem para a necessidade de tratamento ortodôntico

Redação Publicado em 29/12/2025, às 06h00

Sorriso em boca com aparelho ortodôntico
O mercado da odontologia dispõe de diversos tipos de aparelhos que cumprem funções diferentes, e há opções mais discretas. - Foto: Canva Pro

Um estudo revela que 85,17% das crianças entre 6 e 10 anos necessitam de tratamento ortodôntico, destacando a importância da correta posição dos dentes para prevenir problemas de saúde como cáries e distúrbios respiratórios.

Os problemas ortodônticos mais comuns incluem mordidas cruzadas e apinhamento dentário, que podem ser causados por fatores como falta de espaço na arcada dentária e hábitos inadequados.

A recomendação é que as crianças sejam avaliadas por um odontopediatra a partir dos sete anos, e existem diversas opções de aparelhos ortodônticos disponíveis, incluindo alternativas discretas como alinhadores transparentes.

Resumo gerado por IA

Um artigo publicado na Dental Press Journal Orthodonticsmostra que 85,17% das crianças entre 6 e 10 anos precisam de algum tipo de tratamento ortodôntico. Muito mais do que ter um sorriso bonito, a posição correta dos dentes é fundamental para evitar diversos problemas, como cáries, inflamações nas gengivas e nos dentes, dificuldade para mastigação e até distúrbios respiratórios.

“Quando o assunto é problema ortodôntico, os mais comuns são as mordidas cruzada, aberta e profunda, diastemas (espaço extra entre os dentes) e apinhamento dentário”, explica a Dra. Fernanda de Freitas Madruga, especialista em ortodontia da Clínica Omint Odonto e Estética.

Isso tudo pode ser causado por diversos fatores, incluindo a falta de espaço na arcada dentária, traumas, respiração bucal, interferência da língua, uso prolongado de bicos artificiais e até maus hábitos, como roer unhas e morder objetos como lápis e canetas.

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“É importante que as consultas com odontopediatra sejam realizadas com frequência, desde os primeiros anos de vida, para que seja possível avaliar a necessidade de intervenções, visando a prevenção do apinhamento dentário”, destaca Fernanda.

De acordo com a Associação Americana de Ortodontia (AAO), a recomendação para a primeira avaliação ortodôntica é a partir dos sete anos de idade ou assim que um problema for diagnosticado por um profissional. “A razão da idade está associada ao período de formação dos ossos da face, quando se consegue resultados mais satisfatórios em muitas intervenções. Contudo, todos podem desfrutar dos benefícios que o tratamento ortodôntico é capaz de proporcionar”, esclarece.

Nem todo sorriso precisa ser metálico

Atualmente, o mercado da odontologia dispõe de diversos tipos de aparelhos que cumprem funções diferentes, de acordo com a necessidade do paciente. E a boa notícia é que existem opções mais discretas, pois nem todo sorriso precisa ser metálico.

  • Alinhadores são aparelhos mais modernos e representam um avanço na ortodontia digital. Eles alinham os dentes sem a necessidade de utilização de braquetes ou fios metálicos, como nos aparelhos ortodônticos. Os alinhadores consistem em um conjunto de placas transparentes que cobrem os dentes, são trocados regularmente e praticamente imperceptíveis.
  • Fixos metálicos possuem estrutura metálica fixada nos dentes e podem ser compostos por braquetes, fios ortodônticos, ganhos e módulos elásticos. São os mais convencionais. Nessa categoria, ainda existe os fixos estéticos que possuem as mesmas características, mas com um visual mais discreto.
  • Autoligado tem um sistema bem parecido com o fixo, porém conta com uma versão inovadora para prender o fio ortodôntico, sem a utilização das borrachas do convencional.
  • Miofuncionais atuam na reeducação da musculatura facial e mastigatória, corrigindo maus hábitos, como respiração bucal, deglutição atípica e posicionamento incorreto da língua.
  • Ortopédicos são indicados para corrigir problemas ósseos, como disfunção no maxilar ou na mandíbula. Esse tipo de aparelho pode ser fixo ou removível, intra ou extrabucal.

A especialista ressalta que independentemente da técnica escolhida, é imprescindível a utilização de uma contenção dentária, além de consultas periódicas para controle do tratamento.

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