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Mulheres idosas sofrem mais com artrose no joelho; entenda os fatores por trás do problema

Existem dois tipos de artrose no joelho: primária, relacionada ao envelhecimento, e secundária, causada por lesões e traumas.

Dr. Pedro Baches* Publicado em 22/05/2026, às 06h00

A maior parte dos casos de artrose primária ocorre em mulheres acima dos 50 ou 60 anos. - Foto: Canva Pro
A maior parte dos casos de artrose primária ocorre em mulheres acima dos 50 ou 60 anos. - Foto: Canva Pro

A artrose do joelho, comum em mulheres acima dos 50 anos, é uma condição que afeta toda a articulação, causando dor e limitação de movimentos, o que impacta negativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Existem dois tipos de artrose: primária, relacionada ao envelhecimento, e secundária, causada por lesões ou traumas, sendo que fatores genéticos e hormonais também contribuem para o seu desenvolvimento.

Embora a cirurgia de prótese de joelho seja uma opção em casos avançados, tratamentos como medicamentos, fisioterapia e controle de peso são eficazes para retardar a progressão da doença e melhorar os sintomas.

Resumo gerado por IA

A artrose do joelho é uma das doenças articulares mais frequentes no envelhecimento, especialmente entre mulheres acima dos 50 anos. Mais do que um simples desgaste da cartilagem, trata-se de uma condição que afeta toda a articulação. A doença pode provocar inflamação da sinovite (inflamação da sinovia), degeneração dos meniscos - estruturas responsáveis por absorver o impacto no joelho -, e comprometimento dos ligamentos. Por envolver diferentes estruturas articulares, a artrose pode causar dor, limitação dos movimentos e prejuízos importantes à mobilidade e à qualidade de vida do paciente.

Existem dois tipos principais de artrose: a primária e a secundária. A artrose primária é aquela relacionada ao envelhecimento natural da articulação. Com o passar do tempo, o joelho sofre um desgaste gradual e contínuo. Já a artrose secundária acontece quando existe uma causa prévia bem definida, como lesões ligamentares, lesões de menisco, fraturas, infecções ou traumas antigos. Nesses casos, a articulação passa a se desgastar mais rapidamente.

A maior parte dos casos de artrose primária ocorre em mulheres acima dos 50 ou 60 anos. Esse desgaste acontece de forma natural e progressiva, relacionado ao envelhecimento da articulação, que vai sofrendo um processo inflamatório crônico ao longo do tempo. Além da idade, existe um importante componente genético envolvido. Embora ainda não exista uma mutação genética específica identificada como responsável pela doença, já sabemos que há um comportamento hereditário importante. Por isso, mulheres que têm histórico familiar de artrose, parentes que apresentaram desgaste importante no joelho ou que precisaram realizar cirurgia de prótese devem ter atenção redobrada com a saúde articular. Alterações hormonais, predisposição genética e o próprio uso contínuo da articulação ao longo da vida contribuem para o desenvolvimento da doença. Nesses casos, o acompanhamento médico, a manutenção do peso adequado e o fortalecimento muscular são fundamentais para tentar retardar a progressão da artrose e preservar a qualidade de vida.

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Apesar de ser uma doença degenerativa, a artrose não significa, necessariamente, cirurgia. Esse é um ponto que faço questão de reforçar aos pacientes. Hoje existem diversos tratamentos capazes de retardar a progressão da doença e melhorar significativamente os sintomas. Medicamentos, infiltrações, fisioterapia, fortalecimento muscular e controle do peso corporal fazem parte da base do tratamento.

Entretanto, há situações em que, mesmo com tratamento adequado, a artrose continua evoluindo. Quando a dor se torna intensa, o paciente perde mobilidade e a qualidade de vida fica comprometida, a cirurgia de prótese de joelho pode ser indicada. Atualmente, as técnicas cirúrgicas evoluíram muito. Hoje contamos, inclusive, com auxílio robótico em muitos procedimentos, trazendo mais precisão e segurança.

Quando bem indicada, a prótese de joelho transforma a vida do paciente. O principal objetivo não é apenas aliviar a dor, mas devolver autonomia, conforto e permitir que a pessoa volte a realizar atividades simples do dia a dia com qualidade de vida.

* Dr. Pedro Baches Jorge é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, Medicina Esportiva e Artroscopia, com pós-doutorado pela Santa Casa de São Paulo. É professor permanente da pós-graduação do Hospital Sírio-Libanês, onde também atua como diretor do Núcleo de Cirurgia do Joelho, além de ser fundador do BS Knee Research. Integra o Grupo de Trauma Esportivo da Santa Casa de São Paulo, é responsável pelo Núcleo de Medicina do Joelho da Clínica SO.U e atua no corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês. É diretor científico da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma do Esporte (SBRATE) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ), com participação ativa no desenvolvimento científico da área.

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