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Zillennials: a geração com um trunfo no mercado de trabalho

Descubra como a experiência de vida dos Zillennials os torna profissionais valiosos em um mercado de trabalho em constante mudança

Claudio Riccioppo* Publicado em 01/08/2026, às 06h00

Zillenials: última geração a viver uma infância sem smartphones e a primeira a iniciar a carreira em um mercado impactado pela inteligência artificial. - Foto: Canva Pro
Zillenials: última geração a viver uma infância sem smartphones e a primeira a iniciar a carreira em um mercado impactado pela inteligência artificial. - Foto: Canva Pro

Os Zillennials, que viveram a transição entre o analógico e o digital, possuem uma vantagem competitiva no mercado de trabalho devido à sua capacidade de adaptação tecnológica e valorização das relações humanas.

Essa geração desenvolveu habilidades críticas ao aprender a pesquisar e interpretar informações antes da era das respostas instantâneas, o que se torna um diferencial em um cenário dominado pela inteligência artificial.

O mercado valoriza profissionais que não apenas dominam a tecnologia, mas que também possuem habilidades interpessoais e de resolução de problemas, colocando os Zillennials em uma posição promissora para o futuro do trabalho.

Resumo gerado por IA

A experiência dos Zillennials pode, sim, representar uma vantagem competitiva, mas não pela idade em si. O diferencial está na capacidade de transitar entre dois modelos de trabalho: o analógico e o digital.

Essa geração foi a última a viver uma infância sem smartphones e a primeira a iniciar a carreira em um mercado impactado pela inteligência artificial. Isso proporcionou uma combinação rara entre adaptação tecnológica e valorização das relações humanas.

Outro diferencial importante está na forma como aprenderam. Antes da era das respostas instantâneas, era preciso pesquisar, comparar fontes e construir uma conclusão. Esse processo estimulou o senso crítico e a capacidade analítica. Em um cenário onde a IA entrega respostas em segundos, saber questionar, interpretar informações e tomar decisões bem fundamentadas torna-se um diferencial competitivo.

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Na prática, o mercado não busca apenas profissionais que dominem ferramentas de IA, pois isso rapidamente será um requisito básico. O que continuará diferenciando os talentos será a capacidade de resolver problemas, exercer pensamento crítico, comunicar-se bem e construir relações de confiança.

Por terem vivido mais intensamente a interação presencial, os Zillennials também tendem a apresentar maior facilidade para o trabalho em equipe, colaboração e comunicação interpessoal. São competências que ganham ainda mais valor à medida que atividades operacionais são automatizadas.

Na minha experiência apoiando a recolocação de executivos e profissionais há mais de duas décadas, percebo que os profissionais mais valorizados não são os que apenas acompanham a tecnologia, mas aqueles que conseguem utilizá-la para potencializar competências essencialmente humanas, como julgamento, criatividade, inteligência emocional, visão estratégica e aprendizado contínuo.

É justamente essa combinação que pode colocar essa geração em posição de destaque no mercado de trabalho dos próximos anos.

* Claudio Riccioppo é especialista em gestão de carreira e recolocação profissional e CEO da Employability.

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