Entenda a importância de um diagnóstico médico no tratamento da fibromialgia principalmente na fase mais velha e menopausa
Humberto Campos Clemente* Publicado em 11/04/2026, às 06h00

A fibromialgia, reconhecida como deficiência no Brasil, é uma síndrome de dor crônica que afeta principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, podendo ser exacerbada por flutuações hormonais durante a menopausa. Essa condição não apresenta evidências de inflamação ou lesões, complicando o diagnóstico e tratamento.
Os principais sintomas incluem cansaço intenso, distúrbios do sono e alterações de humor, que podem ser confundidos com os efeitos da menopausa. Embora a menopausa não cause fibromialgia, ela pode agravar a percepção da dor devido à queda dos níveis de estrogênio.
O tratamento da fibromialgia é individualizado e envolve uma equipe multidisciplinar, com foco na redução dos sintomas e melhoria da qualidade de vida. Medidas como atividade física regular, terapia cognitivo-comportamental e uso de medicamentos moduladores da dor são recomendadas para o manejo da condição.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor crônica generalizada, que atinge diversas regiões do corpo por mais de três meses, sem evidência de inflamação, desgaste ósseo ou lesão que justifique o quadro. Recentemente, a condição passou a ser reconhecida como deficiência no Brasil e pode ter relação com alterações hormonais, como as que ocorrem na menopausa.
A fibromialgia acomete principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, porém, as flutuações hormonais, especialmente, a redução dos níveis de estrogênio durante o climatério e menopausa aumentam a sensibilidade à dor e, em alguns casos, pode confundir o diagnóstico.
Neste caso o hormônio tem papel na modulação da dor no sistema nervoso central e a queda do estrogênio favorece a sensibilização central, aumentando a percepção dolorosa. Além disso, sintomas comuns do climatério, como alterações do sono, fadiga e quadros ansioso-depressivos, contribuem para agravar o quadro clínico.
Mas, é válido ressaltar que a menopausa não é a causa direta da fibromialgia, entretanto, pode atuar como fator agravante ou desencadeante da condição. Por isso, um diagnóstico precoce e a atuação de uma equipe médica multidisciplinar, irá ajudar a minimizar as dores. E, caso, as duas condições coexistam o acompanhamento conjunto com ginecologista e reumatologista é essencial para um tratamento equilibrado.
Entre os principais sintomas estão cansaço intenso, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e alterações de humor, como ansiedade e depressão. Apesar de semelhantes, na fibromialgia a dor é difusa e persistente. O diagnóstico é clínico e deve ser feito por médico, com base em critérios estabelecidos por entidades científicas, como o American College of Rheumatology.
Diferentemente, da menopausa, que é uma fase e pode ser controlada com reposição hormonal, a fibromialgia não tem cura e o tratamento é individualizado, com foco na redução dos sintomas e na melhora da qualidade de vida.
*Humberto Campos Clemente é médico formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, com residência em Reumatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Atuou como preceptor da residência em Reumatologia do HCFMUSP e integra a equipe da Clínica EV Citi.
*Com edição de Marina Yazbek Dias Peres