Mariana Kotscho
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Primavera e alergias: por que setembro pode piorar a rinite

A primavera aumenta a exposição a pólen, poeira e mofo; especialista explica como preparar a casa e reduzir as crises alérgicas

Redação* Publicado em 02/10/2026, às 06h00

A prevenção de alergias começa pela identificação dos fatores que desencadeiam as crises. - Foto: Canva Pro
A prevenção de alergias começa pela identificação dos fatores que desencadeiam as crises. - Foto: Canva Pro

A chegada da primavera pode intensificar os sintomas de rinite alérgica devido ao aumento do pólen e mudanças climáticas, afetando a qualidade de vida de pessoas sensíveis. Espirros, coriza e dificuldade para respirar são alguns dos sinais mais comuns durante essa estação.

A médica alergista Dra. Brianna Nicoletti destaca que a rinite alérgica é uma resposta exagerada do sistema imunológico a alérgenos como pólen e mofo, que se tornam mais prevalentes na primavera. A limpeza frequente e a identificação de gatilhos são essenciais para o controle dos sintomas.

Medidas preventivas incluem manter a casa limpa e seca, controlar a umidade e evitar a exposição ao pólen, especialmente em ambientes externos. Reconhecer os sinais do corpo e buscar orientação médica quando necessário são passos importantes para gerenciar a condição durante a primavera.

Resumo gerado por IA

A chegada da primavera costuma ser associada a dias mais ensolarados, temperaturas agradáveis e flores. Para quem sofre com rinite alérgica, porém, a mudança de estação pode trazer um cenário bem menos confortável. O aumento da circulação de pólen, as oscilações de temperatura e a presença de poeira e mofo podem favorecer o aparecimento ou a intensificação dos sintomas.

Espirros repetidos, coriza, nariz entupido, coceira nos olhos e dificuldade para respirar pelo nariz são alguns dos sinais mais comuns. Embora nem todos os quadros tenham relação direta com a primavera, o período pode funcionar como um gatilho para pessoas mais sensíveis.

Segundo a Dra. Brianna Nicoletti, médica alergista e imunologista, a prevenção começa pela identificação dos fatores que desencadeiam as crises.

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“A rinite alérgica é uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias normalmente inofensivas, como ácaros, poeira, pólen e fungos. Na primavera, o aumento do pólen no ambiente pode intensificar os sintomas em pessoas sensibilizadas, principalmente quando associado às mudanças de temperatura e umidade”, explica a especialista.

Como preparar a casa para a primavera?

Manter os ambientes limpos é uma das principais estratégias para reduzir a concentração de partículas que podem desencadear sintomas. Mas a forma de fazer a limpeza também importa, especialmente para quem já apresenta sensibilidade respiratória.

  1. Reduza o acúmulo de poeira

Tapetes, cortinas, bichos de pelúcia e outros objetos podem acumular poeira e ácaros ao longo do tempo. A recomendação é manter esses itens limpos e, quando possível, optar por materiais que facilitem a higienização.

“A limpeza deve ser frequente, mas sem levantar ainda mais poeira. Prefira pano úmido e aspiradores com filtros adequados. Também é importante lavar roupas de cama regularmente e evitar o excesso de objetos que acumulem poeira no quarto, que é um ambiente onde passamos muitas horas”, orienta Dra. Brianna Nicoletti.

  1. Atenção ao mofo e à umidade

Ambientes úmidos favorecem a proliferação de fungos, que também podem desencadear sintomas respiratórios. Banheiros, armários, paredes e locais com pouca ventilação merecem atenção especial durante a limpeza da casa.

“O controle da umidade é fundamental. É importante observar sinais de infiltração, vazamentos e manchas de mofo e resolver a origem do problema, em vez de apenas limpar a superfície. Ambientes ventilados e secos ajudam a reduzir a concentração de fungos”, alerta a alergista.

  1. Cuidado com o pólen

Na primavera, o pólen pode se tornar um gatilho importante para quem apresenta alergia a determinadas plantas. A exposição tende a ser maior em ambientes externos, principalmente em períodos de maior concentração dessas partículas no ar.

“Para quem já sabe que possui alergia a pólen, vale observar se os sintomas aparecem ou pioram após atividades ao ar livre. Em períodos de maior exposição, algumas medidas de proteção podem ajudar, como evitar permanecer por longos períodos em locais com grande concentração de plantas e tomar banho ao chegar em casa”, explica.

  1. Não confunda rinite com resfriado

Nariz entupido, espirros e coriza podem aparecer tanto em quadros alérgicos quanto em infecções respiratórias. A diferença está, entre outros fatores, na duração e no conjunto de sintomas.

“Na rinite alérgica, é comum haver crises recorrentes de espirros, coceira no nariz e nos olhos, coriza geralmente transparente e obstrução nasal, sem necessariamente existir febre. Quando os sintomas são frequentes ou interferem no sono e na rotina, é importante procurar avaliação médica para identificar os gatilhos e definir o tratamento adequado”, orienta Dra. Brianna Nicoletti.

A chegada da primavera não precisa significar meses de desconforto para quem tem rinite. Reduzir os gatilhos dentro de casa, controlar umidade, cuidar da limpeza e reconhecer os sinais do próprio organismo são medidas que podem ajudar a atravessar a mudança de estação com mais qualidade de vida.

* Edição por Lina Santiago.

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