Descubra como as delícias da festa junina podem fazer parte de uma dieta equilibrada e saudável sem abrir mão do prazer
Rubem Regoto* Publicado em 12/06/2026, às 06h00
Chega junho e, junto com as bandeirinhas coloridas, acende também uma memória afetiva poderosa. O cheiro do milho cozido, o som da sanfona e o sabor da canjica nos transportam para momentos felizes da infância. E é justamente aí que mora o desafio.
Quando falamos de alimentação, o problema raramente está em um alimento isolado. O excesso costuma começar quando a emoção assume o comando e a consciência sai da festa.
A boa notícia é que você não precisa escolher entre saúde e prazer. As comidas típicas juninas podem fazer parte de uma alimentação equilibrada. Milho, amendoim, mandioca e batata-doce são alimentos nutritivos. O cuidado maior está nos excessos de açúcar, nas frituras e na soma de várias “escapadas” em uma única noite.
Uma estratégia simples é decidir antes da festa quais são os seus favoritos. Em vez de experimentar tudo, escolha aquilo que realmente lhe traz satisfação. Saboreie devagar. Observe os aromas, as texturas e os sabores. Quanto mais presente você estiver, menor será a necessidade de repetir.
Outro ponto importante é não chegar à festa com fome excessiva. Quem passa o dia inteiro se privando costuma compensar à noite e perder a percepção da saciedade.
A verdadeira liberdade alimentar não está em comer sem limites, mas em aproveitar sem culpa e sem perder o controle.
A Festa Junina celebra encontros, histórias e tradições. Que o protagonista da noite seja a experiência vivida com quem você ama, e não o arrependimento que costuma aparecer na manhã seguinte.
Porque saúde não é sobre proibição. É sobre equilíbrio. E equilíbrio também combina com festa.
* Rubem Regoto é médico nutrólogo.
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