Mariana Kotscho
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Especialista analisa o movimento de criação de metas para 2026 e destaca importância de objetivos realistas

Descubra como metas e objetivos realistas podem impactar positivamente sua saúde emocional e autoconfiança em 2026.

Redação Publicado em 16/12/2025, às 06h00

Duas taças de espumante cheia com enfeites de festas de fim de ano e fogos de artifício ao fundo
Metas de ano novo bem estruturadas têm impacto direto na saúde emocional e na autoconfiança - Foto: Canva Pro

Com a chegada de 2026, muitos brasileiros estão revisitando suas metas, refletindo um desejo de mudança e a busca por estabilidade emocional em um ambiente em constante transformação.

A terapeuta Lívia Kawano destaca que a definição de metas deve ser realista e alinhada ao contexto de vida de cada um, evitando frustrações que surgem de expectativas exageradas.

Ela sugere que as metas sejam vistas como um exercício de autoconhecimento, enfatizando a importância de clareza, divisão em etapas e alinhamento com valores pessoais para promover saúde emocional e autoconfiança.

Resumo gerado por IA

À medida que 2026 se aproxima, a elaboração de metas volta a ocupar espaço central na rotina de milhares de brasileiros. Para a terapeuta comportamental Lívia Kawano, que atua na saúde mental desde 2011 e é especialista em carreira, esse movimento revela tanto o desejo de mudança quanto a busca por estabilidade emocional em um cenário de transformações constantes.

Segundo Lívia, a definição de metas no início do ano funciona como um marcador simbólico, capaz de renovar expectativas e reorganizar prioridades. No entanto, ela alerta que o entusiasmo natural da virada costuma vir acompanhado de projeções pouco realistas. “Muitas pessoas iniciam o ano com listas extensas e metas que não correspondem ao seu ritmo, à sua energia ou ao seu contexto de vida. Isso cria um ciclo de frustração que poderia ser evitado com planejamento mais consciente”, afirma.

Para a terapeuta, a formulação de objetivos deve ser encarada como um exercício de autoconhecimento. Ela defende três diretrizes essenciais para quem busca metas mais consistentes para 2026: clareza sobre o que realmente importa, divisão das metas em etapas possíveis e alinhamento com valores pessoais. “Uma meta precisa caber na vida. Quando ela ignora limites emocionais e práticos, deixa de ser ferramenta de crescimento e se torna fonte de cobrança”, explica.

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Com experiência também no desenvolvimento de carreiras femininas, à frente de iniciativas do Todas Group, maior programa de aceleração de mulheres no país, Lívia observa que objetivos bem estruturados têm impacto direto na saúde emocional e na autoconfiança. “Metas realistas e significativas favorecem a sensação de avanço e evitam a sobrecarga mental, especialmente em um momento em que tantas pessoas buscam equilibrar vida pessoal, profissional e bem-estar”, analisa.

Ela destaca ainda que 2026 chega como uma oportunidade de escolha: “Pode ser o ano do acúmulo ou o ano do essencial. A diferença está em como cada pessoa se organiza internamente e no quanto consegue sustentar suas próprias expectativas.”

A terapeuta reforça que o propósito das metas não é criar uma nova versão de si a cada janeiro, mas estabelecer compromissos coerentes com o que se deseja viver. “Metas não devem ser imposições. Devem ser caminhos que façam sentido”, conclui.

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