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Síndrome do olho seco afeta qualidade de vida e cresce com uso excessivo de telas

A síndrome do olho seco é uma condição crônica que afeta cada vez mais pessoas, comprometendo a saúde ocular e a qualidade de vida

Redação* Publicado em 27/01/2026, às 06h00

mulher coça um dos olhos
A síndrome do olho seco vem aumentando nos últimos anos, especialmente entre adultos. - Foto: Canva Pro

A síndrome do olho seco, uma condição oftalmológica crônica, tem aumentado entre adultos devido à produção insuficiente de lágrimas ou à má qualidade delas, comprometendo a proteção ocular e podendo levar a complicações sérias.

Os principais fatores associados incluem alterações hormonais, envelhecimento, doenças autoimunes, uso de medicamentos, exposição ao ar-condicionado e o uso excessivo de telas digitais, que diminuem a frequência do piscar.

O diagnóstico é realizado por meio de avaliações oftalmológicas detalhadas, e o tratamento pode incluir colírios, medicamentos anti-inflamatórios e ajustes no ambiente, sendo essencial o acompanhamento especializado para controle dos sintomas e melhoria da qualidade de vida.

Resumo gerado por IA

A síndrome do olho seco é uma condição oftalmológica crônica que vem aumentando de forma significativa nos últimos anos, especialmente entre adultos. A doença ocorre quando os olhos não produzem lágrimas em quantidade suficiente ou quando a composição da lágrima é inadequada, comprometendo a lubrificação e a proteção da superfície ocular.

De acordo com a oftalmologista Dra. Flávia Dutra, médica formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o problema pode surgir em diferentes fases da vida e está associado a diversos fatores. “O olho seco pode acontecer por alterações oftalmológicas, alterações hormonais, envelhecimento, doenças autoimunes, uso contínuo de alguns medicamentos, exposição prolongada ao ar-condicionado e pelo uso excessivo de telas digitais, que reduz a frequência do piscar”, explica.

Entre os principais sintomas estão ardência, sensação de areia ou corpo estranho nos olhos, vermelhidão, coceira, sensibilidade à luz e visão embaçada ao longo do dia. Em alguns casos, o paciente apresenta lacrimejamento excessivo, o que pode causar confusão no diagnóstico. “Esse lacrimejamento é reflexo da irritação ocular, mas a lágrima produzida não possui a qualidade necessária para hidratar adequadamente os olhos”, esclarece a especialista.

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A síndrome do olho seco também pode estar relacionada a disfunções das glândulas responsáveis pela produção da camada oleosa da lágrima, o que acelera sua evaporação. Sem tratamento adequado, o quadro pode evoluir para inflamações persistentes, lesões na córnea e maior risco de infecções oculares.

O diagnóstico é feito por meio de avaliação oftalmológica detalhada, que inclui análise da superfície ocular, da qualidade e da estabilidade da lágrima. O tratamento é individualizado e pode envolver o uso de colírios lubrificantes, medicamentos anti-inflamatórios, higiene adequada das pálpebras, ajustes no ambiente e na rotina do paciente, além de procedimentos específicos, com aplicação de luz intensa pulsada, quando indicados.

Com formação em Oculoplástica, Órbita e Vias Lacrimais pela UFF, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular (SBCPO) e com observership realizado no Wills Eye Hospital (EUA), Dra. Flávia Dutra reforça a importância do acompanhamento especializado. “O olho seco é uma doença crônica, mas com diagnóstico correto e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente”, destaca.

*Com edição de Lina Santiago

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