Mariana Kotscho
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Protetor solar deixa de ser hábito estético e se torna investimento em saúde

Uso diário e correto do filtro solar é investimento em saúde: ajuda a prevenir câncer de pele e envelhecimento precoce

Redação* Publicado em 09/01/2026, às 06h00

Mulher toma sol na praia
A exposição solar intensa e repetida provoca danos cumulativos, mesmo quando não há queimadura visível. - Foto: Canva Pro

Com a chegada do verão, especialistas alertam que o uso de protetor solar deve ser uma prática contínua e não apenas restrita a dias de praia, devido aos danos cumulativos da radiação ultravioleta na pele ao longo do tempo.

A exposição solar intensa pode levar ao aumento de casos de câncer de pele e envelhecimento precoce, sendo crucial a escolha do protetor solar adequado ao tipo de pele e à rotina de cada indivíduo.

A dermatologista enfatiza a importância da aplicação correta e da reaplicação do produto, sugerindo que a proteção solar deve ser um hábito diário, mesmo em dias nublados, para garantir a saúde da pele a longo prazo.

Resumo gerado por IA

Com a chegada do verão, o protetor solar volta ao centro das recomendações médicas, mas ainda é tratado por muita gente como um cuidado pontual, restrito a dias de praia ou piscina. Para a dermatologista Dra. Caroline Dalto, formada pela USP de Ribeirão Preto, essa visão precisa mudar. O uso do filtro solar deve ser encarado como uma estratégia de proteção contínua, com impacto direto na saúde da pele ao longo dos anos.

A exposição solar intensa e repetida provoca danos cumulativos, mesmo quando não há queimadura visível. A radiação ultravioleta penetra profundamente na pele, altera o DNA das células e acelera processos inflamatórios silenciosos. Segundo a especialista, é justamente esse efeito a longo prazo que está por trás do aumento dos casos de câncer de pele, manchas persistentes e perda de firmeza.

O protetor solar atua como uma barreira fundamental contra esses danos. Quando usado de forma correta, ele reduz significativamente a agressão diária causada pelo sol. A Dra. Caroline explica que a escolha do produto deve considerar o tipo de pele, a rotina e o tempo de exposição. Peles oleosas, sensíveis ou com tendência à acne exigem fórmulas específicas para garantir proteção sem desconforto.

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Outro ponto frequentemente negligenciado é a quantidade aplicada e a reaplicação ao longo do dia. Usar pouco produto ou esquecer de reaplicar compromete a eficácia da proteção. Em dias quentes, com suor excessivo ou contato com água, essa atenção deve ser ainda maior. Áreas como orelhas, pescoço, colo, mãos e couro cabeludo também precisam ser protegidas, especialmente em pessoas com cabelos ralos ou afinados.

Além da prevenção do câncer de pele, o uso regular do protetor solar é um dos principais aliados contra o envelhecimento precoce. Manchas, rugas profundas e flacidez estão diretamente relacionadas à exposição solar sem proteção adequada. Para a dermatologista, cuidar da pele no presente é evitar tratamentos mais complexos no futuro.

A especialista reforça que o verão é o momento ideal para criar ou reforçar esse hábito, mas a proteção não deve se limitar à estação. Mesmo em dias nublados ou dentro da cidade, a radiação continua presente. Incorporar o protetor solar à rotina diária é uma forma simples e eficaz de preservar a saúde da pele a longo prazo.

Para a Dra. Caroline Dalto, o protetor solar vai muito além da estética. Ele é uma ferramenta essencial de prevenção. “Proteger a pele hoje é reduzir o risco de problemas sérios amanhã. O cuidado contínuo faz toda a diferença ao longo dos anos”, conclui.

*Com edição de Lina Santiago

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