Mariana Kotscho
Busca
» MELANOMA

Melanoma no couro cabeludo: um alerta à saúde da mulher

Dicas práticas para autoexame do couro cabeludo e a importância de consultar um especialista ao notar alterações

Letícia Figueiredo * Publicado em 23/01/2026, às 06h00

Foco de luz em pinta no couro cabeludo
O melanoma pode aparecer em áreas que a gente quase não observa, como o couro cabeludo. Portanto, é importante inspecionar a região com cuidado. - Foto: Canva Pro

O melanoma pode se manifestar em áreas menos visíveis, como o couro cabeludo, dificultando a detecção precoce e aumentando o risco de complicações. Mudanças em pintas, como alteração de tamanho ou cor, devem ser avaliadas por um dermatologista.

É importante destacar que nem todo melanoma é escuro; ele pode aparecer em tons rosados ou avermelhados e, no couro cabeludo, pode se apresentar como um nódulo que cresce rapidamente. A localização do melanoma em áreas com rica drenagem linfática e vascular pode agravar a situação se não for tratado a tempo.

Para facilitar a autoavaliação, recomenda-se que as pessoas verifiquem mensalmente o couro cabeludo com um espelho e luz, registrando qualquer alteração com fotos. Profissionais de terapia capilar devem observar e encaminhar pacientes para avaliação médica, evitando diagnósticos precipitados.

Resumo gerado por IA

Quando a gente fala em melanoma, muita mulher pensa numa pinta escura no braço, na perna ou no rosto. Só que ele também pode aparecer em áreas que a gente quase não observa — e o couro cabeludo é um exemplo. Como fica coberto pelos fios, ele vira uma área “invisível” e isso pode atrasar a percepção de alterações.

Do ponto de vista da terapia capilar, eu deixo uma regra: o maior sinal de alerta é a mudança. Não é só “ter uma pinta”. É perceber que algo apareceu e está evoluindo. Mudou de tamanho, de formato, ficou mais alto, ganhou borda irregular, variou de cor, começou a formar crosta, sangrou sem motivo, virou ferida que não cicatriza ou coça sempre no mesmo ponto? Isso foge do normal e precisa ser investigado por um dermatologista.

E tem três pontos que quase ninguém fala, mas que fazem diferença. Primeiro: nem todo melanoma é escuro. Ele pode ser rosado, avermelhado ou da cor da pele, parecendo um machucadinho, uma espinha ou uma “casquinha” que não some. Segundo: no couro cabeludo, pode surgir como nódulo — um carocinho que cresce rápido, incomoda na escova e sangra com facilidade. Terceiro: não é só “porque fica escondido”; é uma região com drenagem linfática e vascular rica, então atraso na avaliação pode custar caro.

Veja também

Para incluir essa observação na rotina, eu recomendo um hábito: uma vez por mês, com luz, espelho e celular, olhe a linha da risca, laterais, atrás das orelhas e a nuca. Achou algo diferente? Foto com data e consulta.

Profissional capilar não diagnostica. O papel ético é observar, não minimizar, evitar procedimentos agressivos na área e orientar a busca por avaliação médica.

* Letícia Figueiredo é hairstylist e especialista em terapia capilar.

Quer incentivar este jornalismo sério e independente? Você pode patrocinar uma coluna ou o site como um todo. Entre em contato com o site clicando aqui.