A medicina regenerativa utiliza componentes do próprio corpo para estimular a regeneração, oferecendo novas esperanças para pacientes
Redação* Publicado em 01/06/2026, às 06h00

A dor articular crônica, que limita a funcionalidade de milhões de pessoas, está impulsionando o desenvolvimento de novas terapias na medicina regenerativa, como infiltrações com PRP e aspirado de medula óssea, que visam não apenas aliviar os sintomas, mas também regenerar os tecidos afetados.
Estudos recentes demonstram que essas terapias, especialmente para osteoartrite, têm mostrado resultados positivos, com infiltrações de PRP reduzindo a dor e melhorando a função articular por até 12 meses, superando tratamentos tradicionais em alguns casos.
A medicina regenerativa utiliza componentes do próprio corpo do paciente para estimular a recuperação, com procedimentos minimamente invasivos que promovem rápida recuperação e atraem pacientes em busca de alternativas a cirurgias, refletindo uma tendência crescente na demanda por esses tratamentos.
A dor articular crônica, uma das principais causas de limitação funcional no mundo, tem impulsionado o avanço de novas abordagens terapêuticas dentro da chamada medicina regenerativa. Entre elas, ganham destaque as infiltrações com ortobiológicos como o PRP (plasma rico em plaquetas) e aspirado de medula óssea que buscam não apenas aliviar os sintomas, mas atuar diretamente na regeneração dos tecidos.
Estudos recentes mostram que essas terapias vêm apresentando resultados promissores, especialmente em casos de osteoartrite, condição degenerativa que afeta milhões de pessoas. Uma revisão com mais de mil pacientes apontou que infiltrações com PRP foram capazes de reduzir significativamente a dor e melhorar a função articular por períodos de até 12 meses, superando, em alguns casos, tratamentos tradicionais como corticosteroides. Outro levantamento mais amplo, com mais de 5 mil pacientes, reforça que a terapia pode melhorar qualidade de vida e desempenho funcional, especialmente em joelho, tornozelo e outras articulações.
A proposta da medicina regenerativa é utilizar componentes do próprio corpo do paciente para estimular processos naturais de reparo. No caso do PRP, o sangue é processado para concentrar plaquetas ricas em fatores de crescimento, que são reinjetadas na articulação. Já o uso de células da medula óssea adiciona potencial regenerativo adicional, com estudos indicando melhora tanto da dor quanto da função quando combinadas.
O médico ortopedista Dr. Thiago Tamaru explica que essa abordagem representa uma mudança importante no tratamento das dores crônicas. “Por muitos anos, o foco foi apenas controlar a dor. Hoje, com os ortobiológicos, buscamos atuar na causa, estimulando a regeneração do tecido lesionado e melhorando o ambiente da articulação”, afirma.
Segundo o especialista, os benefícios vão além do alívio imediato. “Pacientes com desgaste articular, lesões de cartilagem ou inflamações recorrentes podem apresentar melhora progressiva da função, redução da dor e até retardar a necessidade de procedimentos mais invasivos, como cirurgias”, destaca.
Outro diferencial apontado por Dr. Thiago Tamaru é o caráter minimamente invasivo do procedimento. “São técnicas realizadas em consultório ou centro cirúrgico de pequeno porte, com recuperação rápida e baixo tempo de afastamento das atividades. Isso tem atraído pacientes que buscam alternativas antes de uma cirurgia”, explica.
Com o aumento da expectativa de vida e da prática esportiva em diferentes faixas etárias, a tendência é que a demanda por tratamentos regenerativos continue crescendo. Ainda que os resultados variem de acordo com cada paciente e estágio da doença, a medicina regenerativa se consolida como uma das principais apostas no manejo moderno das dores articulares crônicas, aliando tecnologia, biologia e personalização no cuidado com a saúde.
*Edição por Lina Santiago.
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