A epilepsia é comum na infância e pode afetar o desenvolvimento se não tratada. Conheça os sinais e a importância do diagnóstico precoce
Redação* Publicado em 29/05/2026, às 06h00

A epilepsia infantil é uma condição neurológica comum que pode afetar o desenvolvimento das crianças se não for diagnosticada e tratada adequadamente, segundo a pediatra e neuropediatra Dra. Paula Monteiro.
Sinais como episódios de ausência e alterações comportamentais podem passar despercebidos, o que torna o diagnóstico precoce crucial para melhorar a qualidade de vida e o aprendizado das crianças.
Dra. Paula enfatiza a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento e a necessidade de combater o estigma associado à epilepsia, promovendo a inclusão social e escolar das crianças afetadas.
A epilepsia é uma das condições neurológicas mais comuns na infância e pode impactar significativamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças quando não diagnosticada e tratada de forma adequada. O alerta é da médica pediatra e neuropediatra Dra. Paula Monteiro, especialista em transtornos do neurodesenvolvimento.
Segundo a especialista, muitos sinais da epilepsia infantil ainda passam despercebidos por familiares e até por profissionais de saúde. “Nem toda crise epiléptica se manifesta com convulsões clássicas. Episódios de ausência, alterações comportamentais súbitas ou movimentos repetitivos podem ser sinais importantes”, explica.
A médica reforça que o diagnóstico precoce é essencial para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida da criança. Isso porque a epilepsia pode interferir diretamente no aprendizado e no desenvolvimento neurológico, especialmente nos primeiros anos de vida, fase considerada crítica para a formação das conexões cerebrais.
Além do acompanhamento médico, Dra. Paula Monteiro destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento, envolvendo profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. “Cada criança é única e precisa de um plano de cuidado individualizado, que considere não apenas as crises, mas também seu desenvolvimento global”, afirma.
Outro ponto enfatizado pela especialista é a necessidade de combater o estigma ainda associado à epilepsia. A falta de informação pode gerar preconceito e dificultar a inclusão escolar e social dessas crianças. “Informar é fundamental para acolher melhor essas famílias e garantir que as crianças tenham acesso pleno às suas potencialidades”, pontua.
A conscientização sobre os sinais, o acesso ao diagnóstico e o tratamento adequado são, portanto, pilares fundamentais para garantir um desenvolvimento mais saudável e inclusivo para crianças com epilepsia.
* Edição por Lina Santiago
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