Mariana Kotscho
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Março reforça alerta para a saúde renal e urinária no Brasil

Entenda como hipertensão, diabetes e hábitos alimentares afetam a saúde renal e como preveni-los.

Redação* Publicado em 12/03/2026, às 06h00

Mulher coloca figuras de rins em frente ao corpo
Milhões de brasileiros convivem com algum grau de doença renal, muitas vezes sem diagnóstico. - Foto: Canva Pro

Março é um mês de conscientização sobre a saúde renal, destacando o aumento de casos de doenças renais crônicas no Brasil, onde muitos pacientes não têm diagnóstico devido à natureza silenciosa da condição.

Fatores de risco como hipertensão, diabetes e hábitos alimentares inadequados contribuem para a prevalência de problemas renais, incluindo a formação de cálculos e infecções urinárias, que afetam especialmente mulheres e idosos.

A prevenção é enfatizada como a principal estratégia, com recomendações para hidratação adequada e check-ups regulares, enquanto avanços tecnológicos em procedimentos cirúrgicos oferecem opções menos invasivas para o tratamento de doenças renais.

Resumo gerado por IA

Março é marcado nacionalmente e internacionalmente pela conscientização sobre a saúde dos rins. A campanha, amplamente difundida nos Estados Unidos, chama atenção para o crescimento dos casos de doença renal crônica, cálculos urinários e infecções renais, problemas que também preocupam especialistas brasileiros.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, milhões de brasileiros convivem com algum grau de doença renal, muitas vezes sem diagnóstico. A condição é silenciosa em seus estágios iniciais e costuma ser descoberta apenas quando já há comprometimento significativo da função renal. 

Entre os principais fatores de risco estão hipertensão arterial, diabetes, obesidade, histórico familiar e o uso indiscriminado de medicamentos.

Outro problema frequente é a formação de cálculos renais, popularmente conhecidos como “pedras nos rins”. Estima-se que cerca de 10% da população possa apresentar o quadro em algum momento da vida. Dor intensa na região lombar, náuseas e alterações urinárias são sintomas comuns, e a baixa ingestão de água associada a hábitos alimentares inadequados figura entre as principais causas. As infecções urinárias recorrentes também exigem atenção, especialmente em mulheres, idosos e pacientes com doenças crônicas, pois, quando não tratadas corretamente, podem evoluir para quadros renais mais graves.

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O urologista Sergio F. de Souza Filho destaca que a prevenção ainda é a principal estratégia para evitar complicações, mas ressalta que, quando necessário, os procedimentos cirúrgicos contam hoje com recursos tecnológicos avançados. 

Especialista em cirurgia robótica, câncer de próstata e andrologia, o médico também tem forte atuação no diagnóstico e tratamento de doenças renais, com foco em abordagens modernas e minimamente invasivas, que reduzem o tempo de internação e aceleram a recuperação dos pacientes. Segundo ele, no caso dos cálculos renais, há métodos que permitem fragmentar as pedras com maior precisão e menor trauma cirúrgico, enquanto, no tratamento do câncer de próstata, a cirurgia robótica possibilita movimentos mais delicados e melhor preservação de estruturas importantes.

Especialistas reforçam que medidas simples podem fazer a diferença, como manter hidratação adequada, em média, dois litros de água por dia, salvo orientação médica específica controlar a pressão arterial e a glicemia, evitar o excesso de sal e proteínas e realizar check-ups periódicos. 

O mês de março, portanto, é um convite à reflexão sobre hábitos de vida e à realização de exames preventivos. A conscientização é fundamental para reduzir complicações e garantir qualidade de vida, já que a saúde renal e urinária, muitas vezes negligenciada, precisa fazer parte do cuidado contínuo. Afinal, prevenir ainda é o melhor remédio.

* Edição por Lina Santiago

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