A campanha busca aumentar a conscientização sobre a endometriose e como ela impacta a saúde de milhões de mulheres
Redação* Publicado em 07/03/2026, às 06h00

Março é o mês da campanha Março Amarelo, que visa aumentar a conscientização sobre a endometriose, uma condição que afeta uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, muitas vezes sem diagnóstico, resultando em dor intensa e dificuldades para engravidar.
A endometriose ocorre quando células semelhantes ao endométrio se desenvolvem fora do útero, causando inflamação e dor crônica, e seu desconhecimento é um dos principais obstáculos para o diagnóstico e tratamento adequados.
A campanha enfatiza a importância de investigar dores menstruais incapacitantes e promove a realização de exames e acompanhamento médico, visando um tratamento individualizado que pode incluir medicamentos ou cirurgia, melhorando a qualidade de vida das mulheres afetadas.
Março é marcado pela campanha Março Amarelo, um movimento de conscientização sobre a endometriose, uma doença inflamatória de origem embrionária que afeta muito mais mulheres do que se imagina. Estima-se que cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva conviva com a condição, muitas vezes sem diagnóstico, enfrentando dores intensas e dificuldades para engravidar.
A endometriose ocorre quando células semelhantes às do endométrio se desenvolvem fora do útero, podendo atingir ovários, trompas, intestino, bexiga e outras estruturas da pelve. Esse tecido reage ao ciclo hormonal feminino, provocando inflamação recorrente, aderências e dor crônica.
Segundo o ginecologista especialista em endometriose Igor Chiminacio, um dos grandes desafios da doença é o desconhecimento. “A endometriose é uma condição inflamatória que se origina ainda na fase embrionária e pode se manifestar de forma progressiva ao longo da vida. Muitas mulheres convivem com dor por anos acreditando que isso é normal, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento”, explica.
Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, dor pélvica fora do período menstrual, alterações intestinais e urinárias cíclicas, além da infertilidade. Em muitos casos, esses sinais são subestimados, tanto pelas pacientes quanto pelo sistema de saúde.
De acordo com o especialista, a relação entre endometriose e infertilidade é significativa. “A inflamação crônica pode comprometer a anatomia da pelve, alterar a função dos ovários e das trompas e dificultar a implantação do embrião. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença para preservar a fertilidade”, ressalta o médico.
A conscientização promovida pelo Março Amarelo também reforça a importância de um olhar atento para a saúde feminina. Dor menstrual incapacitante não é normal e deve ser investigada. Exames de imagem adequados, avaliação clínica especializada e acompanhamento contínuo permitem um plano de tratamento individualizado, que pode incluir medicamentos, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, cirurgia.
“A endometriose não é apenas uma doença ginecológica, ela impacta a qualidade de vida, a saúde emocional, a vida profissional e os projetos reprodutivos da mulher”, afirma o Dr. Igor. “Falar sobre o tema é fundamental para reduzir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico, oferecendo mais qualidade de vida às pacientes.”
O Março Amarelo reforça que informação salva tempo, reduz sofrimento e amplia as chances de tratamento eficaz. Quanto mais cedo a endometriose é reconhecida, maiores são as possibilidades de controle da doença e de preservação da saúde da mulher.
* Edição por Lina Santiago
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