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Lesões de Plexo Braquial: trauma grave e pouco discutido que afeta principalmente jovens

Neurocirurgião explica a gravidade das lesões de plexo braquial e a importância do tratamento especializado

Redação* Publicado em 11/03/2026, às 06h00

Motociclista circula em via pública.
Acidentes motociclísticos são uma das causas de lesões do plexo braquial, que pode resultar na perda total dos movimentos do braço, dor crônica intensa e sequelas permanentes. - Foto: Canva Pro

Lesões de plexo braquial, frequentemente resultantes de acidentes de trânsito, afetam gravemente a vida de jovens brasileiros, causando perda de movimentos e dor crônica, o que gera um impacto significativo em suas vidas pessoais e profissionais.

Essas lesões variam de estiramentos leves a avulsões severas, sendo as últimas as mais complicadas e com prognóstico desfavorável, exigindo intervenções cirúrgicas complexas e acompanhamento especializado.

O neurocirurgião Dr. Wilson Faglioni destaca a importância da conscientização e do encaminhamento rápido para centros especializados, pois isso pode melhorar as chances de recuperação e a qualidade de vida dos pacientes afetados.

Resumo gerado por IA

As lesões de plexo braquial, condição ainda pouco explorada pela mídia, têm impacto devastador na vida de milhares de brasileiros, especialmente jovens vítimas de acidentes de trânsito — principalmente acidentes motociclísticos. Responsável pela inervação dos movimentos e da sensibilidade dos membros superiores, o plexo braquial é um conjunto de nervos que, quando lesionado, pode causar perda total dos movimentos do braço, dor crônica intensa e sequelas permanentes.

De acordo com o neurocirurgião Dr. Wilson Faglioni, especialista no tratamento de lesões nervosas periféricas, esse tipo de trauma é considerado um dos mais graves dentro da neurocirurgia reconstrutiva. “Estamos falando de pacientes jovens, economicamente ativos, que sofrem acidentes de alta energia e evoluem com incapacidade de movimentar o braço. O impacto físico, emocional e profissional é enorme”, destaca.

As lesões podem variar desde estiramentos leves até avulsões — quando o nervo é arrancado da medula espinhal — sendo estas últimas as mais complexas e de pior prognóstico. O tratamento envolve avaliação clínica minuciosa, exames de imagem específicos e, em muitos casos, cirurgia reconstrutiva com técnicas avançadas de enxertos nervosos e transferências nervosas.

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Apesar da gravidade, o tema ainda recebe pouca visibilidade. “A informação é fundamental. Quanto mais precoce for o encaminhamento para um centro especializado, maiores são as chances de recuperação funcional”, reforça o Dr. Faglioni.

Além da reabilitação física prolongada, o acompanhamento multidisciplinar é essencial, envolvendo fisioterapia especializada, controle da dor neuropática e suporte psicológico.

O alerta do especialista é claro: lesões de plexo braquial não são raras e exigem abordagem especializada. A conscientização pode fazer a diferença no prognóstico e na qualidade de vida dos pacientes.

* Edição por Lina Santiago

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