Hematologista Dra. Mirela Soler ressalta a importância da conscientização sobre a leucemia para diagnóstico e tratamento
Redação* Publicado em 17/02/2026, às 06h00

Fevereiro é o mês dedicado à campanha Fevereiro Laranja, que visa conscientizar a população sobre a leucemia, um câncer que deve registrar mais de 11 mil novos casos no Brasil em 2024, afetando tanto adultos quanto crianças.
Os principais sintomas da leucemia incluem cansaço excessivo, febre persistente e hematomas, e a detecção precoce é crucial para o sucesso do tratamento, com exames simples como hemogramas podendo fazer a diferença.
As abordagens de tratamento variam conforme o tipo da doença e incluem quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula óssea, enquanto a campanha também destaca a importância da doação de medula e a necessidade de cuidados contínuos com a saúde.
Fevereiro é marcado no calendário da saúde pública brasileira pela campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia, um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea e que, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), deve registrar mais de 11 mil novos casos no Brasil em 2024, com incidência tanto em adultos quanto em crianças e adolescentes.
A iniciativa busca reforçar a importância da prevenção, da detecção precoce e do tratamento adequado dessa doença, que pode evoluir de forma agressiva se não for identificada a tempo, e destaca que a informação é uma das principais ferramentas para salvar vidas. A leucemia ocorre quando as células sanguíneas, especialmente os precursores dos leucócitos, responsáveis pela defesa do organismo, passam por mudanças aberrantes que as fazem se multiplicar de forma descontrolada, prejudicando a produção normal de células saudáveis.
Os sintomas mais comuns incluem cansaço excessivo, febre persistente, infecções frequentes, hematomas e sangramentos sem causa aparente, perda de peso inexplicada e dor nos ossos ou articulações, sinais que devem levar o paciente a procurar atendimento médico imediatamente. Para a hematologista Dra. Mirela Soler, que acompanha pacientes com doenças hematológicas há anos, a campanha Fevereiro Laranja é uma oportunidade de reforçar o papel da população na busca por saúde.
“A leucemia pode se apresentar de formas muito diferentes, dependendo do tipo e da velocidade de progressão da doença. Por isso é fundamental que qualquer sintoma que persista seja investigado. O diagnóstico precoce, por meio de exames simples como o hemograma, seguido de avaliações mais específicas da medula óssea quando necessário, pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento,” explica a especialista.
No que diz respeito ao tratamento da leucemia, as abordagens variam de acordo com o subtipo da doença, idade do paciente, avaliação de exames moleculares, podendo ser indicado hoje o melhor tratamento para cada paciente de forma individualizada. Entre os tratamentos, existe a quimioterapia, imunoterapia, tratamentos com drogas alvo, protocolos que visam destruir as células leucêmicas e permitir que as células normais voltem a ser produzidas. Em muitos casos, especialmente em pacientes jovens ou em situações de alto risco, o transplante de medula óssea surge como uma opção que pode levar à remissão prolongada ou até à cura, especialmente quando há um doador compatível. “As chances de resposta positiva aumentam significativamente quando o tratamento é adaptado ao perfil biológico da leucemia de cada indivíduo,” ressalta Dra. Soler.
Embora não existam maneiras garantidas de prevenir a leucemia, medidas que promovem um estilo de vida saudável, como evitar a exposição a substâncias tóxicas, manter uma alimentação equilibrada, não fumar e realizar exames de rotina, podem ajudar na detecção de alterações antes que elas se agravem. A campanha Fevereiro Laranja também reforça a importância da doação de medula óssea, um gesto capaz de transformar a vida de pacientes que dependem de um transplante para ter acesso a uma chance de cura.
Enquanto a sociedade participa das ações de conscientização ao longo do mês, profissionais de saúde enfatizam que o combate à leucemia vai além de fevereiro: envolve vigilância constante, acesso a serviços de saúde de qualidade e a promoção de uma cultura de cuidado com o próprio corpo.
*Com edição de Marina Yazbek Dias Peres