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Câncer de pele: como identificar sinais de alerta e proteger a sua saúde

Cerca de 30% dos tumores malignos no Brasil são de pele; saber identificar sinais de alerta é crucial para diagnóstico precoce

Dr. Eduardo H. K. Oliveira* Publicado em 02/03/2026, às 06h00

Médica examina pele de paciente mulher
O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil. - Foto: Canva Pro

O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, representando cerca de 30% dos tumores malignos, com estimativas de 781 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028, sendo o câncer de pele não melanoma o mais frequente. A detecção precoce é crucial, pois as taxas de cura são elevadas quando o câncer é identificado a tempo.

A radiação ultravioleta é o principal fator de risco, com pessoas de pele clara e histórico familiar de melanoma apresentando maior vulnerabilidade. Pacientes imunossuprimidos, como transplantados, também estão em risco elevado e precisam de acompanhamento rigoroso.

O tratamento padrão para carcinomas iniciais é a excisão cirúrgica, enquanto a Cirurgia Micrográfica de Mohs é utilizada em casos mais complexos. A prevenção, por meio de proteção solar e conscientização sobre sinais suspeitos, é fundamental para salvar vidas.

Resumo gerado por IA

O câncer de pele segue como o tipo mais frequente no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Segundo as estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026–2028, sendo o câncer de pele não melanoma o mais incidente em ambos os sexos. A boa notícia é que, quando identificado precocemente, as taxas de cura são bastante elevadas.

Na minha prática clínica, observo que a radiação ultravioleta permanece como o principal fator de risco. Os raios UVA penetram profundamente na pele e provocam dano cumulativo, enquanto os UVB são responsáveis pelas queimaduras solares e por alterações diretas no DNA celular. Pessoas de pele e olhos claros, com histórico familiar de melanoma, presença de pintas atípicas ou uso prévio de câmaras de bronzeamento artificial devem redobrar a atenção. Pacientes imunossuprimidos, especialmente transplantados, possuem risco significativamente maior e necessitam de acompanhamento rigoroso.

A identificação precoce é determinante para o prognóstico. Oriento meus pacientes a observarem a regra ABCDE do melanoma: lesões com assimetria, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro superior a 6 milímetros e evolução recente merecem avaliação imediata. Feridas que não cicatrizam em quatro a seis semanas, nódulos de crescimento rápido e lesões peroladas com vasinhos superficiais também são sinais de alerta.

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Quanto ao tratamento, a excisão cirúrgica com margens adequadas continua sendo o padrão-ouro para carcinomas iniciais. Em casos mais complexos, a Cirurgia Micrográfica de Mohs permite análise completa das margens durante o procedimento, com maior precisão e preservação tecidual. No melanoma avançado, a imunoterapia e as terapias-alvo têm revolucionado o prognóstico.

A prevenção, contudo, continua sendo a nossa maior aliada. Proteção solar diária, roupas adequadas, chapéus e óculos escuros, aliados à conscientização sobre sinais suspeitos, podem salvar vidas. Diagnóstico precoce e acompanhamento regular fazem toda a diferença.

* Dr. Eduardo H. K. Oliveira é médico dermatologista formado pela UnB (Universidade de Brasília), Cirurgião Dermatológico e e Especialista em Oncologia Cutânea, Cirurgia Dermatológica e Cirurgia de Mohs no Reino Unido, no Royal Victoria Infirmary.

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