Mariana Kotscho
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Saúde emocional é tão crucial quanto técnica na Fertilização in Vitro

A importância do acolhimento humanizado no tratamento de reprodução assistida

Redação* Publicado em 28/05/2026, às 06h00

O manejo do estresse é essencial para melhorar a qualidade de vida durante todo o processo de fertilização assistida. - Foto: Canva Pro
O manejo do estresse é essencial para melhorar a qualidade de vida durante todo o processo de fertilização assistida. - Foto: Canva Pro

A jornada da maternidade e paternidade é repleta de emoções intensas, e a saúde emocional dos casais impacta diretamente na adesão e resposta ao tratamento de reprodução assistida.

Especialistas destacam que o estresse, embora não bloqueie a fertilidade, pode alterar ciclos hormonais, tornando essencial o manejo do estresse para melhorar a qualidade de vida durante o processo.

A abordagem humanizada e o suporte psicológico nas clínicas de reprodução são considerados fundamentais, com ênfase na preparação emocional dos casais antes do procedimento, promovendo um ambiente de escuta e respeito.

Resumo gerado por IA

A jornada pela maternidade e paternidade carrega uma carga significativa de sentimentos como medo, ansiedade e expectativa, que podem ser desorientadores. 

A saúde emocional influencia diretamente a adesão ao tratamento, a continuidade do processo e até mesmo a resposta do organismo aos procedimentos.

“Preparar a mente e acolher o casal emocionalmente é tão crucial quanto o estímulo hormonal e o laboratório”, afirma o Dr. Massaguer, que há anos trabalha na desmistificação do processo de reprodução assistida e na humanização do cuidado oferecido aos pacientes.

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De acordo com o especialista, “o estresse não bloqueia a fertilidade diretamente, mas o cortisol elevado pode alterar ciclos hormonais. Por isso, o manejo do estresse é essencial para melhorar a qualidade de vida durante todo o processo”, explica Massaguer.

Dr. Alfonso defende que o tratamento de reprodução assistida deve começar muito antes do procedimento em si. “O ‘antes’ da FIV é fundamental. Envolve o preparo emocional e a rotina do casal, não apenas o dia do procedimento. Casais emocionalmente preparados, com apoio mútuo e resiliência, tendem a ter um caminho mais organizado e sustentável, mesmo diante de resultados negativos”, destaca.

Para o especialista, uma abordagem humanizada com suporte psicológico integrado ao tratamento para acolher as preocupações dos pacientes e lidar com o medo do desconhecido é um serviço obrigatório das clínicas de reprodução. “A clínica de reprodução deve ser um espaço de escuta e respeito, onde as inquietações são ouvidas e compreendidas”, reforça. "A Clínica deve ser vista como um espaço onde a ciência e a empatia caminham juntas, oferecendo aos casais não apenas tecnologia de ponta, mas também o suporte emocional necessário para enfrentar um dos momentos mais significativos de suas vidas", finaliza.

* Edição por Lina Santiago

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