Mariana Kotscho
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Voluntariado alcança 60% dos brasileiros e ganha espaço na educação

Experiências de voluntariado desenvolvem habilidades essenciais nos jovens, como empatia e responsabilidade social, preparando-os para o futuro

Redação* Publicado em 28/08/2026, às 06h00

Ação da Escola Nossa Senhora das Graças em parceria com a Organização das Famílias do Gracinha (OFAG) - Foto: Divulgação
Ação da Escola Nossa Senhora das Graças em parceria com a Organização das Famílias do Gracinha (OFAG) - Foto: Divulgação

Cerca de 60% da população adulta no Brasil já participou de ações solidárias, segundo a Pesquisa Voluntariado no Brasil, destacando a importância do voluntariado, especialmente no Dia Nacional do Voluntariado, em 28 de agosto.

A Escola Gracinha, em São Paulo, desenvolve um projeto no Centro de Acolhida Especial para mulheres em situação de vulnerabilidade, integrando o aprendizado dos alunos com a realidade social e promovendo a conscientização sobre a contribuição social.

As atividades, realizadas em parceria com a Organização das Famílias do Gracinha, ocorrem quinzenalmente e visam desenvolver empatia e cidadania nos estudantes, preparando-os para atuar de forma significativa em suas comunidades.

Resumo gerado por IA

Da população adulta, com 16 anos ou mais, 60% afirmam que já participaram de ações solidárias. Os dados são da edição 2026 da Pesquisa Voluntariado no Brasil, realizada pelo Datafolha, e mostram que três em cada cinco brasileiros já se envolveram em algum tipo de trabalho voluntário. Essa mobilização também chega ao ambiente educacional, com escolas criando oportunidades para que os estudantes participem de iniciativas sociais e compreendam, na prática, os desafios enfrentados por diferentes grupos da sociedade. O tema ganha ainda mais destaque no dia 28 de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional do Voluntariado. 

É nesse contexto que a Escola Gracinha, na zona sul de São Paulo, desenvolve um projeto no Centro de Acolhida Especial (CAE) Mulheres Brigadeiro, situado na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, número 1645, no bairro da Bela Vista, aproximando os conteúdos trabalhados em sala de aula de uma realidade concreta. “O objetivo é de que os estudantes deixem de ocupar apenas o lugar de quem recebe e passem a perceber que também podem contribuir, compartilhar conhecimentos e participar de uma ação capaz de transformar a realidade ao seu redor”, afirma o professor de Projeto de Vida e orientador Paulo Edison, coordenador da iniciativa.

O espaço acolhe mulheres em situação de rua, vulnerabilidade ou violência, muitas vezes acompanhadas de seus filhos, e é gerenciado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. A proposta combina duas metodologias ativas, a Aprendizagem Baseada em Serviço, que relaciona o conteúdo à prestação de serviços comunitários, e a Aprendizagem Baseada em Projetos, que estimula os alunos a buscar soluções para situações reais.

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O trabalho é realizado em parceria com a Organização das Famílias do Gracinha (OFAG), com encontros quinzenais às sextas-feiras, ao longo do semestre. Os estudantes saem da escola às 14h e permanecem na instituição das 14h30 às 15h30, com retorno previsto para as 16h. Além do encontro realizado em agosto, estão previstas atividades nos dias 4 e 18 de setembro, 2, 16 e 30 de outubro e 13 e 27 de novembro. Para Edison, a experiência também amplia a formação dos jovens para além dos conteúdos curriculares. “O contato com diferentes realidades permite que eles desenvolvam empatia, responsabilidade e cidadania, entendendo que pequenas atitudes podem contribuir para mudanças significativas na comunidade”, comenta.

*Edição por Lina Santiago

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