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Veja 5 figuras femininas que fizeram a diferença na história

A necessidade de revisitar narrativas históricas para incluir figuras femininas e promover a igualdade nas salas de aula.

Natalie Padrão Oliveira* Publicado em 20/03/2026, às 06h00

Mãos escrevem com caneta em caderno
Dar destaque às personalidades femininas em sala de aula é uma questão de justiça histórica e representatividade. - Foto: Canva Pro

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um momento de reflexão sobre a igualdade de gênero, originado em 1910 por Clara Zetkin e associado à tragédia de 129 trabalhadoras que morreram em um incêndio em Nova Iorque em 1857.

A Organização das Nações Unidas (ONU) destaca que as mulheres representam metade da população mundial, mas historicamente foram silenciadas nas narrativas, o que reforça a necessidade de uma educação que valorize suas contribuições ao longo da história.

Educadores são incentivados a integrar a presença feminina em diversos temas do currículo, promovendo um aprendizado crítico e consciente, e exemplos de figuras femininas importantes são sugeridos para inspirar os jovens e reconhecer seu protagonismo histórico.

Resumo gerado por IA

O Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente em 8 de março, é uma data de reflexão e busca por igualdade de gênero. A celebração foi proposta em 1910 por Clara Zetkin, professora, jornalista e política alemã, no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas. Nos anos posteriores, o dia passou a ser associado às 129 trabalhadoras que morreram no incêndio de uma fábrica têxtil, em Nova Iorque, em 1857, supostamente causado como forma de repressão às greves operárias.

É necessário dar visibilidade e destaque às personalidades femininas em sala de aula por uma questão de justiça histórica e representatividade, já que as mulheres e meninas compõem metade da população da humanidade, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Ao longo do tempo, foram relegadas ao papel de coadjuvantes e silenciadas nas narrativas oficiais, que tradicionalmente privilegiaram a figura do homem branco e ocidental. Portanto, cabe ao educador revisitar essas narrativas e apresentá-las sob um novo olhar.

Além disso, é insuficiente trabalhar o protagonismo feminino apenas em datas comemorativas. Isso reforça a ideia de que as mulheres são relevantes apenas de maneira pontual, o que faz com que os estudantes tomem como verdade, ainda que de forma inconsciente, que a História é feita por homens.

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Para evitar essa percepção, é fundamental que os educadores assumam o compromisso de abordar a presença feminina nos mais diversos temas, construindo um processo de aprendizagem crítico e consciente de que as mulheres sempre estiveram presentes e atuantes nos grandes marcos históricos. A escola tem papel fundamental na ampliação de horizontes e na valorização da diversidade.

Dessa forma, o jovem aumenta seu repertório humano, crítico e cidadão, encontrando em figuras femininas inspiração e referência, além de reconhecer um protagonismo histórico que antes era silenciado. Como exemplo de nomes que podem ser trabalhadas em sala de aula, abaixo estão cinco mulheres que foram e continuam sendo importantes para a humanidade.

  1. Nzinga Mbandi (1582-1663): rainha do Reino de Dongo (Angola) durante o período colonial. Por meio de uma diplomacia complexa e estratégias militares, negociou por décadas com europeus e resistiu ao domínio português em seu território (Crédito: Wikipédia);
  2. “Índia” Vanuíre (?-1918): liderança indígena kaingang, considerada mediadora nos conflitos entre colonizadores e o seu povo, no oeste paulista. Hoje, um museu indígena na cidade de Tupã (SP), com acervo de diversas etnias, leva seu nome como homenagem à sua atuação (Crédito: Museu Índia Vanuíre);
  3. Nise da Silveira (1905-1999): médica brasileira que dedicou a vida à promoção de uma psiquiatria humanizada. Reconhecida mundialmente por revolucionar o tratamento em saúde mental no Brasil, foi crítica de métodos violentos e defensora da arte como ferramenta terapêutica em diferentes casos psiquiátricos (Crédito: UOL)
  4.  Lyudmila Pavlichenko (1916-1974): francoatiradora soviética responsável por abater mais de 300 soldados nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, conhecida por sua coragem e determinação no conflito (Crédito: Wikipédia);
  5. Dorothy Vaughan (1910-2008): matemática estadunidense, referência na área de computação e programação. Trabalhou na Naca (agência precursora da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço - Nasa) e, em 1949, tornou-se a primeira supervisora negra da instituição, ainda sob a política de segregação racial dos Estados Unidos (Crédito: Blackpast.org)

*Natalie Padrão Oliveira é autora de História do Sistema Anglo de Ensino

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