Com o avanço das fraudes, alguns comportamentos simples podem impedir o uso indevido de dados e evitar prejuízos financeiros e para sua identidade
Redação* Publicado em 21/05/2026, às 06h00

O roubo de identidade se tornou um dos crimes mais frequentes no Brasil, com 24% dos usuários de internet relatando problemas de segurança, como roubo de dados e perda de acesso a contas.
Dados da Febraban mostram que quase 70% das fraudes financeiras no país são tentativas de golpes de engenharia social, impulsionadas por tecnologias de automação e manipulação de imagem.
A CertiFace lançou um guia com cinco dicas para aumentar a segurança digital, incluindo a ativação da autenticação em duas etapas e a verificação da autenticidade de links e sites antes de inserir dados pessoais.
O roubo de identidade deixou de ser um roteiro de filme para se tornar um dos crimes mais comuns no ambiente digital brasileiro. De acordo com o relatório TIC Domicílios, do Cetic.br, cerca de 24% dos usuários de internet no Brasil já enfrentaram problemas de segurança, como roubo de dados ou perda de acesso a contas.
Além disso, dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) indicam que as tentativas de golpes de "engenharia social", que acontece quando o criminoso manipula a vítima para obter dados, representam hoje quase 70% de todas as fraudes financeiras no país, impulsionadas pelo uso de tecnologias de automação e manipulação de imagem.
Para ajudar o usuário a navegar com mais segurança, a CertiFace, IDTech especializada em soluções de prevenção a fraude e autenticação de identidade digital, preparou um guia prático com cinco dicas fundamentais:
Não confie apenas em senhas. Sempre que possível, ative a verificação em duas etapas em e-mails, redes sociais e aplicativos bancários. Priorize aplicativos de autenticação (como Google Authenticator) ou chaves físicas em vez do SMS, que pode ser interceptado via SIM Swap.
Golpistas utilizam a pressão psicológica para fazer você agir sem pensar. Mensagens informando que sua conta será bloqueada ou que há uma "oportunidade única" de investimento são sinais clássicos de alerta. Instituições financeiras e órgãos governamentais raramente solicitam dados sensíveis ou transferências imediatas via aplicativos de mensagem.
Sua data de nascimento, o nome do seu pet ou o local onde você estudou são peças de um quebra-cabeça que os fraudadores montam para adivinhar senhas ou responder perguntas de segurança. Mantenha seus perfis privados e evite postar fotos de documentos, passagens aéreas ou crachás de trabalho.
A detecção precoce é sua melhor defesa. Utilize ferramentas oficiais para saber se novas contas bancárias ou cartões de crédito foram abertos em seu nome. Consultar o sistema Registrato, do Banco Central, é uma excelente prática gratuita e segura para checar vínculos financeiros em seu CPF.
Antes de inserir qualquer dado pessoal, verifique se a URL do site está correta. Criminosos criam páginas visualmente idênticas às originais, mudando apenas uma letra no endereço. Certifique-se de que o site possui o cadeado de segurança (HTTPS) e evite clicar em links recebidos de remetentes desconhecidos ou por SMS.
*Edição por Lina Santiago.
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