Saída da UTI do hospital, que aconteceu na semana do Dia das Mães, marca recomeço para família
Redação* Publicado em 19/05/2026, às 06h00

A psicóloga Heloisa Macedo enfrentou uma gestação de alto risco, resultando no nascimento prematuro de seu filho Vicente, que pesava apenas 990 gramas e tinha 35 centímetros ao nascer com 27 semanas de gestação.
O bebê foi internado na UTI neonatal por 85 dias, recebendo cuidados intensivos de uma equipe multidisciplinar, incluindo neonatologistas e fisioterapeutas, para garantir sua sobrevivência e desenvolvimento.
Após a alta, Vicente pesava 2,460 kg e media 45 centímetros, e sua mãe expressou gratidão pelo suporte recebido, destacando a importância do cuidado adequado em situações críticas como a dela.
A psicóloga Heloisa Macedo, de 27 anos, enfrentou uma gestação de alto risco que culminou no nascimento do filho com 27 semanas, 990 gramas e 35 centímetros. A intercorrência da gestação começou ainda no segundo trimestre, quando recebeu o diagnóstico de encurtamento do colo do útero, condição associada ao risco de parto prematuro. Após um período de repouso e monitoramento, houve ruptura da bolsa e, só uma semana depois, o parto foi realizado.
A partir do nascimento, Vicente foi encaminhado à UTI neonatal do Hospital Vitória Anália Franco, onde permaneceu por 85 dias. Durante esse período, o atendimento envolveu atuação integrada de neonatologistas, enfermeiros especializados, fisioterapeutas respiratórios, fonoaudiólogos e nutricionistas.
Apesar da gravidade do quadro, não houve risco iminente de morte materna. O principal desafio passou a ser a sobrevivência e o desenvolvimento do recém-nascido, classificado como prematuro e com peso muito baixo. A rotina da mãe passou a ser dentro do hospital. “Eu passei a viver em função dele. A cada exame, a cada evolução, era um misto de esperança e medo”, conta.
“O tratamento incluiu uso de antibióticos, suporte respiratório, protocolos de prevenção de infecções e monitoramento intensivo. “Situações como a da Heloisa exigem acompanhamento individualizado e atuação integrada das equipes desde o parto até a alta. Histórias como a dela mostram que, mesmo diante dos maiores desafios, o cuidado certo pode transformar trajetórias e salvar vidas”, afirma Fabiana Lins, diretora do Hospital Vitória Anália Franco.
Após quase três meses de internação, o bebê recebeu alta com 2,460kg e 45 centímetros. Para a mãe de Vicente, o momento é um recomeço. “Depois de tudo, só consigo sentir felicidade e gratidão por todos que tiveram uma grande contribuição na vida e saúde do meu filho”, diz.
*Edição por Lina Santiago
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