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Acne na adolescência: por que ela aparece e como cuidar da pele sem agravar o problema

Além dos impactos dermatológicos, acne na adolescência também pode causar a baixa autoestima, isolação social, e ansiedade.

Dr. Eduardo H. K. Oliveira* Publicado em 17/05/2026, às 06h00

Tratamento de acne inclui higenização com sabonetes específicos, protetor solar, e a procura de um dermatologista.
Tratamento de acne inclui higenização com sabonetes específicos, protetor solar, e a procura de um dermatologista.

A acne é a condição dermatológica mais comum entre adolescentes, afetando cerca de 85% dos jovens de 12 a 24 anos, e pode causar marcas físicas e emocionais permanentes se não tratada adequadamente.

O problema está ligado a alterações hormonais da puberdade, que aumentam a produção de oleosidade e favorecem a inflamação, resultando em problemas como baixa autoestima e ansiedade, comparáveis a doenças crônicas.

Medidas preventivas incluem uma rotina de cuidados com a pele, como limpeza adequada e uso de protetor solar, além da importância de consultar um dermatologista logo nos primeiros sinais para minimizar sequelas e recuperar a confiança.

Resumo gerado por IA

A acne é a queixa dermatológica mais comum entre adolescentes, algo muito comum na rotina do consultório. A condição afeta cerca de 85% dos jovens entre 12 e 24 anos. Embora frequentemente vista como uma fase passageira, ela merece atenção médica adequada, pois pode deixar marcas físicas e emocionais permanentes quando negligenciada.

O surgimento da acne nesse período está diretamente ligado às alterações hormonais da puberdade. O aumento dos andrógenos estimula as glândulas sebáceas a produzirem mais oleosidade, criando um ambiente propício para a obstrução dos poros e a proliferação da bactéria Cutibacterium acnes, responsável pelo processo inflamatório que origina os cravos, espinhas e, em casos mais graves, nódulos e cistos.

Entre os principais problemas que a acne causa na adolescência estão a baixa autoestima, o isolamento social, a ansiedade e até quadros depressivos. Estudos demonstram que o impacto psicológico da doença pode ser comparável ao de condições crônicas como asma e diabetes. Além disso, lesões inflamatórias mal tratadas frequentemente evoluem para cicatrizes atróficas e manchas escuras de difícil resolução.

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Os cuidados começam com uma rotina simples e consistente. A higienização deve ser feita duas vezes ao dia com sabonetes específicos para pele oleosa, evitando esfregar com força ou usar buchas, que pioram a inflamação. Espremer lesões é um erro grave e aumenta o risco de cicatrizes. O uso de protetor solar oil-free é fundamental, especialmente porque vários tratamentos deixam a pele mais sensível ao sol.

Dietas com alto índice glicêmico e laticínios em excesso podem agravar quadros em pessoas predispostas. Acima de tudo, é essencial procurar um dermatologista logo nas primeiras manifestações. Quanto mais cedo o tratamento começar, menores serão as sequelas, e mais rapidamente o adolescente recuperará a confiança em si mesmo.

*Dr. Eduardo H. K. Oliveira é médico dermatologista formado pela UnB (Universidade de Brasília). Cirurgião Dermatológico. Especialista em Oncologia Cutânea, Cirurgia Dermatológica e Cirurgia de Mohs no Reino Unido, no Royal Victoria Infirmary.

*Com edição de Marina Yazbek Dias Peres.